Música é parte da vida noturna berlinense

Não é só música eletrônica que embala as noites dos finais de semana berlinenses. A orquestra da Konzerthaus Berlin e seus maestros, solistas e cantores convidados compõem um programa incrível pra quem quer dar um tempo do circuito intenso de festas da cidade.

Fachada da Konzerthaus Berlin, totalmente reconstruída após a II Guerra
Fachada da Konzerthaus Berlin, totalmente reconstruída após a II Guerra

O então teatro, localizado na praça Gendarmenmarkt, em Mitte, foi construído em 1821. A reconstrução após a Segunda Guerra ocorreu entre os anos 1950 e 1980. Quase 15 anos anos depois, em 1994, o local tornou-se uma casa de concertos.

A programação cultural da Konzerthaus Berlin é intensa. Desde concertos de gala até as matinês, o local recebe artistas de todo o mundo, que tocam com o apoio da orquestra da casa. Há também concertos voltados para o público infantil e bate-papo com os músicos após suas performances. Os preços também variam, os ingressos mais em conta custam em média 20 Euros (aproximadamente R$ 60), quando comprados com uma semana de antecedência.

Hall de entrada e chapelaria da Konzerthaus Berlin
Hall de entrada e chapelaria da Konzerthaus Berlin

Mesmo pra quem não é fã de música clássica, recomendamos a experiência de ir a um concerto na Konzerthaus Berlin. A arquitetura do prédio é lindíssima e a sincronia dos músicos da orquestra um verdadeiro espetáculo.

Ficou a fim de conferir? Escreva agora para a nossa equipe. Nós organizamos tudo para você aproveitar Berlim com todo o conforto e vivenciar as  férias mais incríveis da sua vida.

 

 

 

Música para quem não pode ouvir

A Alemanha empenha-se em adotar diferentes medidas de inclusão para pessoas com necessidades especiais. Um dos exemplos mais interessantes é a crescente participação de interpretes de sinais em programas de TV, palestras e até em concertos musicais.

Alguns dos principais programas dos canais abertos, como documentários, programas de auditório e programas infantis ficam disponíveis online em duas versões: a tradicional e a com a linguagem de sinais.

Nos shows, o interprete fica no canto do palco, ao lado da banda, fazendo uma tradução simultânea. Um exemplo de como  a “tradução” de uma música funciona na linguagem de sinais encontra-se aqui:

Domingo é dia de futebol em Berlim

Ir num jogo de futebol em Berlim é pura diversão. O Olympiastadion, construído para os jogos olímpicos de 1936, é incrível, seguro, organizado, limpo. Serve de inspiração para qualquer copa. A torcida é um show à parte. Mesmo com a derrota do Hertha para o VFL Wolfsburg por 2×1, não tem clima ruim.

O vídeo já diz tudo sobre a paixão da torcida pelo Hertha.

Recebemos uma turma do Brasil que é louca por futebol. Depois de descobrir Berlim a pé no sábado, resolvemos oferecer uma experiência daquelas que só é possível conhecer quando se mora em Berlim: ir ao jogo do Hertha BSC no Olympiastadion.

Vem pra Berlim e quer ver além do que está no guia? Entra em contato, que a gente te mostra: deberlim.com@gmail.com

 

Vai ter: Wild Tropicalism no Anna Ecke

Programação para a noite de sábado:

Quando: Sábado, 15 de fevereiro

Onde: Anna Ecke, Reuterstr. 23, 12043 – Berlim.

A partir das 22h.

Bebete (aka Renata) is a Brazilian dj, since 2009 based in Berlin, after 7 years living in Barcelona. She is from Recife-Pernambuco, the city where, since at least 20 years, the most important Brazilian music scene happens. Renata Tati had enjoying and watching all of these bands and musicians growing up, sharing friends and beer with them. Brazilian music is her passion but she remember us: “That doesn’t mean only samba!”. Renata Tati mixes everything. She loves the traditional Samba, but also Psychedelic Rock, Soul, Funk, Hip Hop, Experimental Music, Eletronic Groovy beats and the so well known Bossa Nova… For her, music has no age, but the 70’s have something special. Listening her sets, you can always find something that you never listen, even if you are a Brazilian Music freaky. Combining this with Italian, French, Swedish, Danish, Indian, Balkan, English, African, Japanese and American beats, she just want one thing: fun.

Bebete is the new dj name of Renata Tati (or Renata La Borracha), who plays regularly also at Das Hotel, Aviatrix Café and Exhibitions Openings. She had played at Ä, Bohnengold, Café Burger in Berlin. Pacha, Casa Paco and Margarita Blue in Barcelona.

At Wild Tropicalism night she plays the hits and the unknown of brazilian music from 70’s, 60’s and modern music mixed with a very special selection of worldwide music. To dance and laugh!

 

Diário da Berlinale – Dia 8

Boyhood: por um pouco mais de leveza

A Berlinale está chegando à sua reta final. Amanhã serão exibidos os últimos filmes que concorrem ao Urso de Ouro e no sábado ocorre a premiação. Dos 21 filmes em competição, a maioria aborda temas difíceis de digerir. Diretores também não pouparam cenas de violência explícita, sexo ou aquelas com vocabulário seco. Mas, claro, tudo isso faz parte da arte e – em alguns casos –  é fundamental para a composição de um grande filme. De qualquer forma, não foi uma, ou duas vezes que o público saiu da sala de cinema “cansado”.

Eis que hoje estreia o longa americano Boyhood, do diretor Richard Linklater (de Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e do meu favorito Schoooool of Roooock!). O filme conta a história de Mason (Ellar Coltrane) durante a passagem da sua infância até o começo da vida adulta. MAS, diferente das demais produções que usam efeitos especiais ou substituem atores para mostrar a passagem do tempo, o filme foi produzindo durante 12 anos para que essa passagem fosse visualmente real – o que torna a produção algo ímpar entre todos os filmes assistidos por quem vos escreve.

Boyhood: Patricia Arquette (c) e seus dois "filhos" Ellar Coltrane e Lorelei Linklater
Boyhood: Patricia Arquette (c) e seus dois “filhos” Ellar Coltrane e Lorelei Linklater

Ao lado de Mason, que no começo do filme tem seis anos de idade, está sua irmã mais velha Samantha (Lorelei Linklater),  a mãe Olivia (Patricia Arquette) e o pai querido porém perdido (Ethan Hawke). Olivia assume a responsabilidade de trabalhar e criar os filhos com responsabilidade num ambiente mais saudável possível. E assim, a vida vai passando. Entre mudanças de cidade, de escola, de amigos, de perspectivas… de uma forma que se assemelha com a vida de qualquer adolescente classe média sem maiores problemas da primeira década do século XXI. De brinde, uma trilha sonora que segue à risca as tendências da época, com Coldplay, Wilco, Arcade Fire, Phoenix, Black Keys, entre outras coisas bem boas.

“O filme tenta ser realista, mas o seu tom é mostrar como a vida e o tempo passa, a maneira como você se lembra dela. Não há um apelo muito dramático. O efeito dramático dá-se na questão cumulativa do tempo. Tentou-se captar como a maioria das nossas vidas é”, explicou Linklater. Ao invés de mostrar aqueles momentos “históricos”, como o primeiro beijo, a perda da virgindade e tantos outros acontecimentos que marcam a trajetória de qualquer indivíduo, o diretor mantém o foco na mudança de perspectiva dos personagens. A estratégia de retratar a simplicidade da vida por meio de uma produção longa e ambiciosa parece ter dado um bom resultado: o  filme tem  uma história despretensiosa mas agrada na forma de retratar a passagem do tempo.

O diretor Richard Linklater
O diretor Richard Linklater: lembranças da época em que era adolescente

E como se grava um filme durante 12 anos? Linklater conta que Ethan Hawke topou participar pois achou o projeto uma loucura. Ao falar com Patrícia, ainda no final dos anos 1990, o diretor perguntou: “o que você vai fazer nos próximos 12 anos?” Já Ellar juntou-se ao time graças ao apoio dos pais, que também são artistas. E assim as filmagens começaram em julho de 2002. A partir daí, a cada 12 ou 18 meses, a equipe se encontrava. Em cada encontro, eles gravavam durante três dias, e assim trabalharam até o ano passado.

“Durante esses anos, eu me casei e me separei, pessoas tiveram filhos, outras foram enterradas… Isso é a vida passando. Esse foi meu projeto top secret, foi muito excitante, uma grande alegria! O mais complicado foi lidar com o fim disso tudo no ano passado. Eu não queria ouvir a opinião de ninguém, se o filme era bom ou ruim, porque ele se tornou algo muito especial para mim”, disse Patricia, que aparentou ter realmente muito carinho pelo projeto.

Mas creio a atriz não tem com o que se preocupar. Os 12 anos de produção foram resumidos em 3 horas de filme, que pareceu passar tão rápido quanto a própria adolescência da plateia, que se manteve presente até o final da exibição e  ainda saudou o trabalho com uma salva de palmas na saída.