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Summer in the city: onde nadar em Berlim

Depois do mapa dos bares, hamburguerias e mercados de natal, o pessoal do VisitBerlin lançou uma vers

Mapa para nadar, feito pela equipe do VisitBerlin
Mapa para nadar, feito pela equipe do VisitBerlin – Berlin Swimming Map © visitBerlin

 

De acordo com a previs

Como a Alemanha peca na infraestrutura para o calor, o que resta mesmo é ir pra água. Infelizmente, há mais procura do que oferta, por isso, é importante se organizar e chegar sempre cedo para evitar filas desanimadoras.

Filinha em Wannsee
Filinha em Wannsee

Para baixar o mapa em alta resolu

Confere um post mais antigo com algumas sugestões para nadar em Berlim.

Viel Spaß!

 

Nos arredores de Prenzlauer Berg

Falem o que quiser sobre Kreuzberg e Neukölln, mas o meu bairro preferido foi e continua sendo Prenzlauer Berg, no nordeste da cidade. Ainda lamento a saída de casas noturnas legais, como o Magnet e o White Trash, das redondezas em função da invasão de novas famílias, mas a diversidade de restaurantes, lojas, mercadinhos e alguns bares espalhados pelas ruas arborizadas torna o bairro sempre convidativo para se visitar. Como Pankow é do lado, tenho sorte de estar com frequência por ali.

Depois de ter visto à algum tempo uma recomendação em um desses instafoodies de Berlim, fui conferir a pizza da Zia Maria na Pappelalle. As pizzas são vendidas em pedaços, mas feitas na hora (não apenas aquecidas, como em muitas dessas pizzarias to go). Há uma boa variedade de cervejas, que podem ser degustadas na pequena salinha com mesas na parte interna, ou na rua, nas mesas de madeira estilo biergarten. Com os dias mais longos, casais, amigas, pais jovens e seus filhos nas bicicletinhas sem pedal dividem os bancos para curtir uma pizza de massa fininha e absurdamente gostosa. Depois que eu provei, virou minha pizza preferida.

Pizza e bira na Zia Maria. A fatia sai por cerca de 3 Euros
Pizza e bira na Zia Maria. A fatia sai por cerca de 3 Euros

Como não há refeição sem sobremesa, basta pegar a Stargarderstr. em direção à Schönhauser Allee para ver o burburinho de gente na calçada. Eles, ali, estão curtindo um sorvete da Hokey Pokey, sorveteria xodó da vizinhança. As composições elaboradas dos sorvetes, como doce de leite com banana, maçã com alecrim, pistache e chocolate francês – além da bela decoração do lugar, enchem os olhos de quem passa. O preço da bola é um pouco mais caro do que as outras sorveterias, 1, 60 Euro. Mas quem ama sorvete não se importa em pagar mais. Agora com a primavera, a loja fica aberta até às 22h.

Sempre igual, sempre diferente: uma bola de chocolate, outra de tiramisú.
Sempre igual, sempre diferente: uma bola de chocolate, outra de tiramisú.

Nos domingos entre às 11h e 17h, o Kulturbrauerei organiza um street food market, em que food trucks se juntam para vender quitutes para apreciar a ceu aberto. Uma diversidade de hambúrgueres, empanadas, tortas salgadas, massas, crepes e até água de coco made in Asia são vendidos. Um dos petiscos mais pedidos é a batata doce frita com molho agridoce ou de ervas com limão. Bom demais.

Slow food para curtir na rua
Slow food para curtir na rua
Vai uma água de coco?
Vai uma água de coco?
Street food market no Kulturbrauerei
Street food market no Kulturbrauerei

Primavera em Berlim

Depois de um inverno não muito frio, porém longo, os berlinenses festejam a chegada de dias mais quentes e ensolarados

Abril faz o que ele bem entende. É  o que os alemães costumam dizer sobre o primeiro mês da primavera. O inverno foi bem ameno se comparado com anos anteriores. Nada de temperaturas na casa dos dois dígitos negativos, nem de acúmulo de neve na altura do joelho nas ruas. Mesmo assim, na semana que antecipou a páscoa, Berlim foi surpreendida por uma chuva de neve gorda. Mas como a temperatura não estava muito baixa, a paisagem não ficou branca por muito tempo.

Neve pesada na primavera.
Neve pesada na primavera.

 

A semana teve tempo feio e ventanias que causaram destruição pelo país. A promessa para o final de semana era de tempo quente e a previsão felizmente não errou. A sexta-feira já trouxe uns 20oC  e muito sol. Os berlinenses dão muito valor ao tempo bom e aproveitam o céu azul e o calorzinho até o anoitecer, por isso, muita gente saiu do trabalho e fez o happy hour no parque.

 

Final da tarde de sexta, Bürgerpark Pankow bem frequentado.
Final da tarde de sexta, Bürgerpark Pankow bem frequentado.

 

O Biergarten do Bügerpark, assim como a maioria dos outros espalhados pela cidade já iniciaram a temporada. O Berliner Zeitung listou os principais que também abriram suas portas.

O que eu gosto em especial nessa época é reparar nos passarinhos cantando. Sempre lembro dos desenhos, em que eles migravam para o sul para passar o inverno. Pelo visto, todos estão de volta anunciando que o calor vem vindo.

Na primavera, restaurantes e cafés enchem as ruas de mesinhas. Mesmo se não está muito calor, há sempre umas cobertinhas em volta das cadeiras para os mais friorentos, pois vale a pena encarar um frio leve e pegar um sol do que ficar em um ambiente fechado.

 

Defina degustar a vida.
Defina apriveitar a vida.

O domingo começou preguiçoso mas o céu está abrindo.  Os parques chamam novamente para um churrasco (outro grande amor dos alemães no calor) ou  um um piquenique.  Na primavera, ée possível aproveitar os espaços públicos sem ter que gastar dinheiro.  Mais além vou preparar um post com uma lista dos programas preferidos dos berlinenses na primavera.

Para quem está vindo por agora, não esqueça de trazer um bom casaco. Mesmo com o sol, basta a noite chegar para a temperatura cair para os 7oC, 5oC. E aproveite, essa é a época do ano mais incrível para se estar na cidade.

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Berlim perde uma das suas principais obras de streetart

Berlim é hype, Berlim é cool. Infelizmente a cidade acaba sofrendo com a sua própria “coolness”. Aluguéis caros, gentrificação, especulação imobiliária.

A esquina da Schlesische Str. com a Cuvrystr. em Kreuzberg tem sido palco de vários protestos nos últimos meses. O mais recente foi durante a remoção de dezenas de moradores de ruas e artistas instalados num amplo terreno à beira do o canal Spree de um lado e, do outro, frente à rua Schlesicher Str, no coração do bairro que reúne start-ups, bares, clubes e restaurantes que agradam turistas, berlinenses e expatriados.

Além da localização nobre, este terreno sediava um cartão postal que representava a face da nova Berlim: o painel do artista Blu, considerado a obra de streetart mais famosa da cidade. Ontem à noite o painel foi coberto por ordem dos donos do terreno, que, em breve, construirão um empreendimento residencial do próprio artista, de acordo com o site Polysingularity (obrigada, Marcos!).

“…ao saber  que um prédio seria construído no terreno com vista para o painel (que seria preservado na parede mesmo com a construção), o artista resolveu pintá-lo todo de preto, para que ninguém pudesse se aproveitar do seu trabalho. Um gesto de ‘fo*a-se’ para a cidade, para a construtora, mas acima de tudo, para todas as pessoas que amam o sua obra e o que ela passou a representar…” Tradução livre da matéria original do Polysigularity.

Kreuzberg tornou-se um bairro cobiçado não apenas por esse público, mas por investidores que brigam a tapa por terrenos e prédios antigos.  Nesse caso, como de praxe, os interesses financeiros falaram mais alto do que a arte. Os berlinenses de todas as nacionalidades lamentam.

Como Ficou

A discussão se o ato de cobrir o painel foi um protesto de Blu ou um simples ataque de egocentrismo da parte do artista ferve em Berlim. Mas acima de qualquer opinião, lá se foi uma marca registrada da cidade.

Sabores de Berlim: a cozinha multicultural de Sabine Hueck

Nessa semana, fomos convidados a participar de uma aula de culinária e jantar com a chef brasileira/berlinense Sabine Hueck a convite do VisitBerlin.

Um time de jornalistas e blogueiros veio do Brasil para conhecer o lado mais legal da cidade, que não tem muito a ver com os pontos turísticos tradicionais. Eles também descobriram que a gastronomia berlinense tem mais do que o currywurst pra oferecer.

Nos últimos dois anos, a cultura da street e slow food estourou na cidade. Isso reflete na popularidade das feiras e eventos gastronômicos como o Street Food Thursday  do Markthalle 9 e o Food Night do Neue Heimat, que oferecem a oportunidade a chefs e pequenos restaurantes a apresentar suas criações para um grande público. E como comer pode ser mais do que uma necessidade, mas um grande prazer, os berlinenses aprovaram a ideia e transformaram essas visitas em uma opção de lazer. Quem está a passeio e sabe dessa novidade aproveita para conhecer sabores e criações elaboradas de todos os cantos do mundo num ambiente simples, aconchegante e descontraído. Um novo país e um sabor estão a uma banca de distância.

 

A riqueza da cozinha brasileira também faz parte desse melting pot. Quando combinada com características berlinenses, resulta num equilíbrio e mistura de sabores incríveis, como Sabine nos mostrou no seu recém inaugurado espaço gastronômico, onde é possível participar de um curso de culinária, aproveitar um jantar preparado por ela e sua equipe na cozinha, ou os dois, como ocorreu na última quarta.

A chefe Sabine Hueck
A chefe Sabine Hueck

Sabine tem origens austríacas, que também influenciam na sua cozinha, e uma extensa bagagem multicultural, com experiência em Nova York, Bangkok, Peru, Bolívia e Munique.  Há 28 anos em Berlim, a paulistana trabalhou como consultora e professora em escolas de culinária e inaugurou há pouco seu espaço em Schöneberg.

Sala de jantar de Sabine Hueck
Sala de jantar de Sabine Hueck

Depois das apresentações, foi hora de preparar o jantar, composto por entrada, dois pratos principais e sobremesa, acompanhados de vinhos e espumantes da região. Os principais produtos que Sabine utiliza são fornecidos por produtores das redondezas de Berlim, não apenas para incentivar o consumo sustentável, mas para garantir o frescor e a qualidade dos pratos.

Turma de jornalistas cozinhando com a chef Sabine Hueck
Turma de jornalistas cozinhando com a chef Sabine Hueck

O menu da noite foi composto pelos seguintes pratos:

Aperitivo: Almôndega de camarão e couve-rábano com molho de pimenta

Entrada: Sopa espumante de ervilha – Capim Cidreira

Primeiro prato: Truta sobre cama de legumes grelhados e manteiga de amêndoas

Pena que só tirei foto da truta com legumes. A manteiga de amêndoas deu um toque incrível ao prato.
Pena que só tirei foto da truta com legumes. A manteiga de amêndoas deu um toque incrível ao prato.

Segundo prato: Peito de pato com molho de maracujá com repolho roxo e purê de raízes

Sobremesa: Mousse de limão gelado

Diversas delícias doces além do mousse de limão gelado
Diversas delícias doces além do mousse de limão gelado

 

Além de poder saborear a  janta temos a oportunidade de repetir o menu em casa, pois Sabine preparou uma pastinha com todas as receitas. Quem quiser fazer um curso ou apreciar um jantar incrível, basta contatar a chef Sabine Hueck aqui.

Ficou com água na boca? Então venha para Berlim, faça conosco um roteiro gastronômico e garanta uma grande experiência gastronômica com sabores surpreendentes.