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Ingressos Berlinale 2015

Na próxima quinta, dia 5 de fevereiro, inicia-se a 65a. edição do Festival de Cinema de Berlim.

Os ingressos para os mais de 400 filmes exibidos durante 10 dias nas diversas mostras começam a ser vendidos no dia 2 de fevereiro, a partir das 10h nos seguintes pontos de venda:

– Bilheteria central no shopping Potsdamer Platz Arkaden, ao lado do Berlinale Palast.
Kino International
Haus der Berliner Festspiele
Audi City Berlin
– Postos de venda de ingressos de eventos
Loja online do festival

Destaques da competição principal da Berlinale 2015

 

Every Thing Will Be Fine, de Wim Wenders. Com James Franco, Charlotte Gainsbourg, Rachel McAdams, Marie-Josée Croze
Queen of the Desert, de Werner Herzog. Com Nicole Kidman, James Franco, Damian Lewis e Robert Pattinson.
Taxi, de Jafar Panahi
Knight of Cups, de Terrence Malick. Com Christian Bale, Cate Blanchett e Natalie Portman.

O Brasil está representado por dois filmes na competição Panorama:

Sangue Azul, de Lirio Ferreira. Com Daniel de Oliveira, Caroline Abras, Sandra Coverloni e Rômulo Braga.
Que Horas Ela Volta? , de Anna Muylaert

O artista homenageado com o Urso de Ouro este ano será o diretor alemão Wim Wenders, de Asas do Desejo e Pina. Seu novo trabalho, Every Thing Will Be Fine, também será exibido na competição principal.

Na edição de 2014, a Berlinale exibiu Boyhood e Grand Hotel Budapest, que concorrem ao Oscar este ano. O festival também lançou Hoje eu Quero Voltar Sozinho e Praia do Futuro, que foram destaques durante o ano no Brasil.

Vale a pena ficar de olho na seleção de filmes do festival, que geralmente ganham destaque nos meses seguintes pelo mundo.

Berlim no cinema: 5 filmes que você tem que ver

Berlim é palco de vários filmes incríveis que acabam promovendo a cidade pelo mundo. Os filmes servem de inspiração para quem está arrumando as malas e para matar as saudades daqueles que foram embora. Listamos aqui os nossos preferidos. Deixe a sua dica nos comentários!

1 – Corra, Lola, Corra (1998)

Franka Potente em Corra Lola Corra
Franka Potente em Corra Lola Corra

A heroína moderna Lola (Franka Potente) literalmente corre pela cidade para resolver os pepinos do namorado Manni (Moritz Bleibtreu). Com uma trilha sonora eletrizante e um enredo surpreendente, Lola vai revelando o retrato na nova Berlim pós Guerra Fria enquanto corre pela cidade. É bacana sair a passear e reconhecer os lugares por onde ela passou, como a ponte de Warschauer Str., o Hotel de Rome nos arredores da Unter den Linden, a estação de U-Bahn Friedrichstr.

Corra Lola Corra é incrível pois é uma grande surpresa – exatamente a sensação que se tem ao chegar em Berlim pela primeira vez, quando não se sabe bem o que esperar. O resultado geralmente é apaixonante. Me arrisco a dizer que a Lola é a versão berlinense da Amelie Poulain.

2 – Der Himmel Über Berlin (Asas do Desejo) – (1987)

Bruno Ganz, um anjo.
Bruno Ganz, um anjo.

O clássico de Wim Wenders nos dá de presente a história dos anjos – eles estão entre nós, acompanhando nossas dores, alegrias e compartilhando nossos pensamentos randômicos do dia a dia. Mas alguns deles querem mais e ousam abdicar das suas obrigações divinas para se tornar simples humanos e ter o privilégio de ver o mundo em cores, sentir o gosto, o toque e poder amar.

O filme, que tem o querido Bruno Ganz como protagonista,  e principalmente a incrível leitura de Wenders sobre a presença dos anjos são referência para diversos outros longas, incluindo Cidade dos Anjos (1998), com Meg Ryan e Nicholas Cage.

3 – Berlin Calling (2008)

Paul Kalkbrenner, DJ e ator
Paul Kalkbrenner, DJ e ator

As noites de Berlim chamam quem está em busca de música eletrônica, festas intermináveis, pessoas excêntricas e histórias imprevisíveis.

Estrelado pelo DJ Paul Kalkbrenner, Berlim Calling é um retrato bem fiel do fascínio e das sombras da vida noturna. O glamour, as aparências e o status misturam-se com a solidão e o abuso das drogas. Reflexões a parte, o filme tem boas doses de comédia e vale pelo tour nas clássicas casas noturnas berlinenses, como o finado Bar 25, Maria am Ostbahnhof e Club der Visionäre. Difícil é  não querer sair direto pra dançar depois de ver o filme.

4 – Unknown (Desconhecido) – (2011)

Liam Neeson na busca sua identidade em Berlim
Liam Neeson na busca sua identidade em Berlim

Apesar dos seus 60 e poucos anos, Liam Neeson mostra-se cada vez mais presente en filmes de ação. O thriller psicológico Unknown faz parte dessa lista. Dr. Martin Harris chega em Berlim para uma conferência com sua esposa. Ao se dar conta de que esqueceu os documentos no aeroporto, ele pega um taxi mas sofre um acidente na ponte de Warschauer Str. Ao acordar, dias depois, ele não tem como provar quem é, sua esposa não o reconhece e a única pessoa que pode ajudá-lo é Gina, a taxista, interpretada pela alemã Diane Kruger. Assim começa uma grande perseguição e uma corrida contra o tempo para Harris provar quem ele é – tudo com acontecendo em diversos pontos de Berlim. Não espere nada profundo, mas o entretenimento é garantido.

5  – Männerherzen (Corações masculinos) – (2009)

Cuecas em busca do grande amor
Cuecas na busca pelo grande amor

Pra quem pensa que alemães não tem bom humor,  vale a pena assistir Männerherzen (Corações Masculinos ou Corações dos Homens) em que histórias amorosas de seis caras (cada um com seu estereótipo bem peculiar) se encontram. Berlim aparece com sua ruas ensolaradas como cenário dessa comédia pastelão.

 

Outros filmes legais:

Praia do Futuro
Adeus, Lênin
O que fazer em caso de incêndio
Edukators (Die fetten Jahren sind vorbei)
Supremacia Bourne
– Clipe do U2 – Stay, Faraway, so close!

Diário da Berlinale – Dia 8

Boyhood: por um pouco mais de leveza

A Berlinale está chegando à sua reta final. Amanhã serão exibidos os últimos filmes que concorrem ao Urso de Ouro e no sábado ocorre a premiação. Dos 21 filmes em competição, a maioria aborda temas difíceis de digerir. Diretores também não pouparam cenas de violência explícita, sexo ou aquelas com vocabulário seco. Mas, claro, tudo isso faz parte da arte e – em alguns casos –  é fundamental para a composição de um grande filme. De qualquer forma, não foi uma, ou duas vezes que o público saiu da sala de cinema “cansado”.

Eis que hoje estreia o longa americano Boyhood, do diretor Richard Linklater (de Antes do Amanhecer, Antes do Pôr do Sol e do meu favorito Schoooool of Roooock!). O filme conta a história de Mason (Ellar Coltrane) durante a passagem da sua infância até o começo da vida adulta. MAS, diferente das demais produções que usam efeitos especiais ou substituem atores para mostrar a passagem do tempo, o filme foi produzindo durante 12 anos para que essa passagem fosse visualmente real – o que torna a produção algo ímpar entre todos os filmes assistidos por quem vos escreve.

Boyhood: Patricia Arquette (c) e seus dois "filhos" Ellar Coltrane e Lorelei Linklater
Boyhood: Patricia Arquette (c) e seus dois “filhos” Ellar Coltrane e Lorelei Linklater

Ao lado de Mason, que no começo do filme tem seis anos de idade, está sua irmã mais velha Samantha (Lorelei Linklater),  a mãe Olivia (Patricia Arquette) e o pai querido porém perdido (Ethan Hawke). Olivia assume a responsabilidade de trabalhar e criar os filhos com responsabilidade num ambiente mais saudável possível. E assim, a vida vai passando. Entre mudanças de cidade, de escola, de amigos, de perspectivas… de uma forma que se assemelha com a vida de qualquer adolescente classe média sem maiores problemas da primeira década do século XXI. De brinde, uma trilha sonora que segue à risca as tendências da época, com Coldplay, Wilco, Arcade Fire, Phoenix, Black Keys, entre outras coisas bem boas.

“O filme tenta ser realista, mas o seu tom é mostrar como a vida e o tempo passa, a maneira como você se lembra dela. Não há um apelo muito dramático. O efeito dramático dá-se na questão cumulativa do tempo. Tentou-se captar como a maioria das nossas vidas é”, explicou Linklater. Ao invés de mostrar aqueles momentos “históricos”, como o primeiro beijo, a perda da virgindade e tantos outros acontecimentos que marcam a trajetória de qualquer indivíduo, o diretor mantém o foco na mudança de perspectiva dos personagens. A estratégia de retratar a simplicidade da vida por meio de uma produção longa e ambiciosa parece ter dado um bom resultado: o  filme tem  uma história despretensiosa mas agrada na forma de retratar a passagem do tempo.

O diretor Richard Linklater
O diretor Richard Linklater: lembranças da época em que era adolescente

E como se grava um filme durante 12 anos? Linklater conta que Ethan Hawke topou participar pois achou o projeto uma loucura. Ao falar com Patrícia, ainda no final dos anos 1990, o diretor perguntou: “o que você vai fazer nos próximos 12 anos?” Já Ellar juntou-se ao time graças ao apoio dos pais, que também são artistas. E assim as filmagens começaram em julho de 2002. A partir daí, a cada 12 ou 18 meses, a equipe se encontrava. Em cada encontro, eles gravavam durante três dias, e assim trabalharam até o ano passado.

“Durante esses anos, eu me casei e me separei, pessoas tiveram filhos, outras foram enterradas… Isso é a vida passando. Esse foi meu projeto top secret, foi muito excitante, uma grande alegria! O mais complicado foi lidar com o fim disso tudo no ano passado. Eu não queria ouvir a opinião de ninguém, se o filme era bom ou ruim, porque ele se tornou algo muito especial para mim”, disse Patricia, que aparentou ter realmente muito carinho pelo projeto.

Mas creio a atriz não tem com o que se preocupar. Os 12 anos de produção foram resumidos em 3 horas de filme, que pareceu passar tão rápido quanto a própria adolescência da plateia, que se manteve presente até o final da exibição e  ainda saudou o trabalho com uma salva de palmas na saída.

Diário da Berlinale – Dia 6

A vez do Brasil

Depois de um final de semana  um tanto hollywoodiano pra uma Berlinale, o clima parece ter voltado – finalmente – ao normal. E hoje chegou a vez do festival estender o tapete para o longa Praia do Futuro, de Karim Ainouz, participante da competição principal. No elenco, o grande Wagner Moura – já veterano na Berlinale em função de Tropa de Elite 1 e 2  – , o ator alemão Clemens Schick e Jesuíta Barbosa.

Jesuíta Barbosa, Wagner Moura, o diretor Karim Ainouz e o ator alemão Clemens Schick.
Jesuíta Barbosa, Wagner Moura, o diretor Karim Ainouz e o ator alemão Clemens Schick.

O filme conta a história de Donato (Moura), que trabalha como salva-vidas na praia do Futuro,  em Fortaleza. Mesmo sendo praticamente um “aquaman”, como o personagem se intitula para o irmão mais novo Ayrton (Savio Igor Ramos e Barbosa), Donato não consegue salvar a vida de um banhista. No incidente, apenas Konrad (Schick), um motociclista alemão, sobrevive. Nas buscas pelo corpo, os dois acabam se envolvendo e Donato decide ir pra Berlim começar de novo. Ele deixa pra trás sua família e Ayrton sem dar satisfação.

Depois do desfecho da novela “Amor à Vida”, perguntou-se quais são as expectativas da equipe em relação ao relacionamento de Donato e Konrad. Moura disse que não se deve criar uma grande questão em cima disso, pois o fato deles serem homossexuais não influencia a história do filme. E disse estar feliz pelo filme estar participando da competição principal e ter um grande alcance de público, afinal o amor entre dois homens é uma coisa natural.

A história entre Donato e Konrad – com cenas de amor explícito que prometem dar o que falar quando estrear no Brasil – divide espaço com a questão existencial de imigrar: que une o alívio, os desafios e as frustrações de assumir o recomeço em um lugar estranho. E para que toda aventura se inicie, é preciso um pouco de coragem. E a coragem só tem lugar quando se vence certos medos. Para Ainouz, isso tem a ver com os desafios dos super-heróis. “O filme é sobre um super-herói que se quebra. Este momento da história do cinema mostra muito  essa temática, os quadrinhos estão muito presentes. No filme há uma combinação de códigos de  diferentes gêneros cinematográficos que resultam numa caligrafia própria”, disse.

E seja como Capitão Nascimento ou como o “aquaman” Donato, Moura se confirma um ator versátil e excelente.

Para  fazer o filme, ele assumiu o desafio  de morar em Berlim por dois meses. Com sua família ao lado, ele pode viver a cidade pela qual ele já tinha uma afeição: “Berlim é uma das minhas cidades preferidas e a Berlinale é o festival de cinema que eu mais gosto. Caminhar em Kreuzberg com o Karim, estar aqui com a minha família, sair para comprar pão todos os dias foi fundamental para eu poder sentir a cidade.” Já para Ainouz, gravar entre Fortaleza e Berlim foi como estar em casa: “sou incondicionalmente apaixonado pelas belezas e defeitos das duas cidades. Fazer o filme foi muito prazeroso pois eu estava em lugares onde já estive, já vivi.”

Wagner Moura e Karim Ainouz na coletiva.
Wagner Moura e Karim Ainouz na coletiva.

Apesar das particularidades do enredo, a abordagem sobre recomeçar em outro lugar é capaz de tocar todos aqueles que optaram por um novo caminho. A insegurança sobre o futuro, as surpresas e belezas do novo lugar, os desafios de adaptação, a tempestade de sentimentos e os pensamentos sobre o que se deixou para trás. “Eu faço cinema porque gosto de gente. O que tem de mais sensual num ser humano é a contradição”, disse.

E para fechar a trama, Ainouz presenteia os espectadores com Heroes, de David Bowie, pois a canção foi um motivo para ele começar o filme. “Há músicas que me perseguem durante minha vida inteira. Posso dizer que tudo começou por causa dessa música, por isso eu sempre quis que ela estivesse no filme, pois ela dá o tom que ele tem: é um rock com uma certa melancolia.”

Estamos na torcida. No sábado, a equipe do filme retorna ao Berlinale Palast para a premiação do Urso de Ouro.

Diário da Berlinale – Dia 2

Os meninos e a perda da inocência

Dizem que, a cada edição, a competição principal exibe filmes com uma temática em comum. Enquanto a do ano passado foi a das mulheres como protagonistas, esse ano são as crianças – até agora os meninos  – que roubaram a cena  e puseram o público para refletir sobre decepções e as amarguras de ter que crescer à força. Os filmes exibidos hoje,  Jack e ’71, são pesados e difíceis de digerir. Enquanto Jack é ambientado na Berlim atual, ’71 ocorre em Belfast do ano do título, em meio à guerra civil.

O segundo filme começa tirando o fôlego da plateia com uma cena tensa entre um grupo de meninos ingleses que mal têm barba na cara que são recrutados para a “guerra” contra  irlandeses católicos. Mas infelizmente o filme se perde depois disso. Já Jack é uma sequência de atos corajosos do pequeno protagonista, cujo nome dá título ao filme, contra o abandono da mãe e desinteresse dos demais adultos jovens berlinenses que o rodeiam. O filme se salva, com grande mérito, em função da atuação do pequeno Ivo Pietzcker: no meio de um monte de “adultos-jovens-geração-Y”, que teimam em negar a vida é mais do que as baladinhas eletrônicas de Berlim, Jack é a única pessoa séria do filme. A gente torce só pelo Jack e vê o filme até o final pra ver se ele terá um final feliz.

Grande garoto: Ivo Pietzcker, protagonista de Jack.
Grande garoto: Ivo Pietzcker, protagonista de Jack.

Na coletiva, quem vos escreve pegou o microfone e disse: “ Ivo, tu é demais.” Tive que parar de falar pois os demais jornalistas presentes concordaram com uma salva de palmas. E o guri, de 11 anos, disse que esse é o primeiro filme que ele faz e que a oportunidade surgiu por acaso. A mãe de um colega da escola era figurinista e, como a equipe não tinha encontrado ninguém, perguntou se ele não tinha interesse em fazer um teste. “Como era num sábado, eu nem quis ir, pois ia perder meu jogo de futebol. Mas deu pra marcar logo depois da partida. Fui direto, fiz o teste e fui muito bem”, disse, super seguro de si.

O diretor confirmou a história, dizendo que encontrar Ivo foi uma grande sorte num momento em que ele estava quase desistindo. “Fizemos vários testes com muitos garotos. Nenhum foi como queríamos. Lembro que esse sábado era a final da Champions League do Bayern contra o Dortmund. Já estava pensando em largar tudo e ver futebol, aí não é que o Ivo apareceu?”, contou Berger, bem feliz.

Além desses dois longas, Macondo, Kreuzweg, La tercera orilla (The Third Side of the River) e Boyhood devem apresentar outras histórias de meninos como protagonistas.

Cinéfilos madrugueiros

Não é só no Brasil que o pessoal acampa para conseguir um bom lugar na fila de um show. Para conseguir ingressos para o festival a coisa é semelhante. Ás 8h da manhã havia uma turminha com sacos de dormir tirando um cochilo na frente da bilheteria, sabe-se lá desde quando eles já estavam por ali. Sorte que é dentro do shopping.

Curtas

Hoje também foi dia de ver Two Men in Town, com Forest Whitaker e a super simpática Brenda Blethyn. Whitaker é um excelente ator. Mas sempre quando o vejo lembro dele como o ditador insano de o Último Rei da Escócia. O cara merece o respeito de todo mundo.

Brenda Blethyn, Forest Whitaker
Two men in town: a simpática Brenda Blethyn, Forest Whitaker e o diretor Rachid Bouchareb.

O júri assiste aos filmes na mesma sessão da imprensa. Na exibição de ´71, Christoph Waltz sentou ao lado de Michel Gondry. Eles ficaram de altas conversas até o filme começar. Os dois já trabalharam juntos em O Besouro Verde (The Green Hornet, filme mais nada a ver do querido Michel na minha opinião).

Gondry e Waltz
Gondry e Waltz: amigos no cine

A musa Tilda Swinton participa como atriz do filme Seolguk-Yeolcha (Snowpiercer), baseado no comic do mesmo nome. O filme será exibido só duas vezes na mostra Fórum. Mesmo chegando cedo pra conseguir ingressos para a sessão de hoje e de amanhã, já estava tudo esgotado. Buááá.