Um país sem imigrantes?

A Alemanha tornou-se o segundo destino mais popular para imigrar, de acordo com uma pesquisa publicada pela OEDC em maio desse ano, ficando a frente do Canadá e Austrália.

Além da permissão do livre trânsito de países em condições econômicas menos favoráveis, como Romênia e Bulgária, na União Européia, são cidadãos do sul do continente (Itália, Espanha, Grécia e Portugal) que optam começar uma vida nova na Alemanha atrás de melhores oportunidades profissionais.

Enquanto isso, a Alemanha recebe centenas de refugiados das zonas de conflito da África e do Oriente Médio. De acordo com artigo da Deutsche Welle, só em 2014 o país deve receber mais 300 mil pessoas.

A discussão sobre a presença e a aceitação de estrangeiros ferve na Alemanha. Partidos de extrema direita como o recém-formado Alternative für Deutschland começam a ganhar um leve destaque na cena política (como nas eleições do parlamento europeu e em estados do Leste), baseados no pressuposto que a imigração vai prejudicar a economia alemã, aumentar as taxas de desemprego e estourar o sistema social do país. O jornal Huffington Post discorda dessas previsões e listou 10 motivos que desolariam a Alemanha caso os estrangeiros resolvessem deixar o país. Entre eles, justamente o que os conservadores mais temem: problemas no mercado de trabalho. Sem a mão de obra estrangeira, o “motor da economia alemã” iria parar de funcionar.

O sistema social iria ruir sim, porque apesar de um terço dos desempregados terem raízes estrangeiras, os estrangeiros empregados representam um número indispensável das contribuições para a previdência social.  Sem estrangeiros, os alemães também perderiam uma das suas grandes paixões, o futebol, pois 50% da Bundesliga é formada pro jogadores de fora. Aí tenho certeza se pensaria duas vezes.

Dentro desse contexto, um canal suíço elaborou um documentário fictício sobre como o país seria sem estrangeiros. As universidades e hospitais se esvaziariam de profissionais. O que restaria seria um país fantasma. Em fevereiro desse ano o país aprovou um referendo que limita a movimentação de imigrantes. Bom para refletir.