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Para se achar no final de semana – Go Berlin

go berlin

A revista  semanal Tip, que publica a programação cultural e matérias sobre comportamento e o dia a dia da cidade, lançou o projeto Go Berlin, que serve como um guia bem prático com atrações e serviços – tudo por meio de uma plataforma baseada no Google Maps.  Mais do que bares, restaurantes e cinemas, há informações úteis sobre escolas, órgãos públicos, embaixadas, hospitais e farmácias.

É possível adicionar interesses diferentes à busca (Programação, Gastronomia, Tempo Livre e Cidade) e filtrá-los. Na parte gastronômica, é possível ainda filtrar o tipo de cozinha de cada restaurante (italiana, asiática, americana, alemã…), ver a faixa de preço e algumas referências de cada lugar. Legal para quem busca algo bem específico e, de quebra, feito por quem é daqui. A única desvantagem é que ainda não há versão em inglês – mais um motivo para se puxar nas aulas de alemão… Tomara que eles disponibilizem logo um app.

Já adicionamos o Go Berlin nos nossos links, logo ali abaixo, no canto direito. Feliz sexta-feira!

 

Exposição: As evidências de Ai Weiwei

Até o dia 7 de julho ocorre a exposição do artista plástico e designer chinês Ai Weiwei no Martin-Groupius-Bau, em Berlim. Ai Weiwei é conhecido e respeitado internacionalmente em função do seu ativismo político contra o regime autoritário e censor da China – seja por meio de suas obras como pelas sua presença na internet.

Reprodução da cela onde Ai Weiwei ficou preso por 81 dias em 2011.
Reprodução da cela onde Ai Weiwei ficou preso por 81 dias em 2011.

 

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Após ser preso em 2011, acusado de pornografia, sonegação fiscal e promoção da “desordem” no país, Ai Weiwei não recebeu seu passaporte de volta e, até hoje, não pode deixar o país. Apesar de ser constantemente boicotado na China pelo governo por meio de multas e novas acusações – as atividades de Ai no exterior são intensas. Na Alemanha, ele é uma sensação. Além da exposição no Martin-Gropius Bau, alguns cinemas alternativos exibem o documentário Ai Weiwei: The Fake Case, que mostra como o artista lida com a falta de coerência da justiça chinesa, com a sensação de ser vigiado o tempo todo e com seus traumas da prisão. Em paralelo, a vida de Ai Weiwei continua por meio dos seus novos projetos artísticos e das suas fortes relações com jornalistas e curadores do exterior – que o apoiam e o admiram de uma forma que chega a ser constrangedora. Recomendo o documentário para enriquecer a visita na exposição.

Lembrança de Shangai, o que sobrou do estúdio de Ai Weiwei demolido pelo governo pouco antes da inauguração, em 2011
Lembrança de Shangai, o que sobrou do estúdio de Ai Weiwei demolido pelo governo pouco antes da inauguração, em 2011

Ai Weiwei mistura fotografia, documentários, instalações e esculturas que possuem elementos da Dinastia Han, até as tintas metálicas  usadas hoje em dia por montadoras alemãs. Entre esses dois abismos há aço retorcido dos escombros do terremoto que devastou a região de Sichuan, mármore, pedra jade, bronze, madeira, computadores, câmeras… todas as evidências que o artista considera importante para chamar a atenção das pessoas e mostrar que a China não é apenas um dos motores da economia global, mas permanece um regime totalitário e atrasado, pois o respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão ainda não é prioridade do governo para com seus cidadãos. Assim, Ai Weiwei continua fazendo seu trabalho quase que remoto: preso no seu país, ele trabalha para o Exterior para que o resultado venha a dar efeito por lá.

Crítica e ironia. Não importa o lugar, "dane-se" o governo.
Crítica e ironia. Não importa o país ou o regime, “dane-se” o governo.

O quê: Exposição Ai Weiwei Evidence
Onde: Martin-Gropius Bau  Berlin Niederkirchnerstraße 7
10963 Berlin
Quando: Todos os dias, até o dia 7 de julho, 10h-20h
$: 11 Euros

 

Música é parte da vida noturna berlinense

Não é só música eletrônica que embala as noites dos finais de semana berlinenses. A orquestra da Konzerthaus Berlin e seus maestros, solistas e cantores convidados compõem um programa incrível pra quem quer dar um tempo do circuito intenso de festas da cidade.

Fachada da Konzerthaus Berlin, totalmente reconstruída após a II Guerra
Fachada da Konzerthaus Berlin, totalmente reconstruída após a II Guerra

O então teatro, localizado na praça Gendarmenmarkt, em Mitte, foi construído em 1821. A reconstrução após a Segunda Guerra ocorreu entre os anos 1950 e 1980. Quase 15 anos anos depois, em 1994, o local tornou-se uma casa de concertos.

A programação cultural da Konzerthaus Berlin é intensa. Desde concertos de gala até as matinês, o local recebe artistas de todo o mundo, que tocam com o apoio da orquestra da casa. Há também concertos voltados para o público infantil e bate-papo com os músicos após suas performances. Os preços também variam, os ingressos mais em conta custam em média 20 Euros (aproximadamente R$ 60), quando comprados com uma semana de antecedência.

Hall de entrada e chapelaria da Konzerthaus Berlin
Hall de entrada e chapelaria da Konzerthaus Berlin

Mesmo pra quem não é fã de música clássica, recomendamos a experiência de ir a um concerto na Konzerthaus Berlin. A arquitetura do prédio é lindíssima e a sincronia dos músicos da orquestra um verdadeiro espetáculo.

Ficou a fim de conferir? Escreva agora para a nossa equipe. Nós organizamos tudo para você aproveitar Berlim com todo o conforto e vivenciar as  férias mais incríveis da sua vida.